Bruno Eugênio Dias de Carvalho, era funcionário público,
da Administração Fazendária, da Província de Minas Gerais, haja vista, que
encontra-se seu nome nos relatórios da Assembléia Legislativa Provincial de Minas
Gerais, apresentado em 1856, pelo Conselheiro Herculano Ferreira Pena (Presidente
da Província), e em 1859, no relatório
do Conselheiro Carlos Carneiro de Campos (Presidente da Província), apresentado
no “acto de passar a administração”. E ainda, na exposição no “acto de passar a
administração” no dia 2 de outubro de 1864. (Documentos extraídos do Arquivo
Público Mineiro, AHG- 011790- 1859, AHG- 011784- 1856). Bruno Eugênio, era irmão de José Pedro Dias de Carvalho, professor
de latim e jornalista, dono de uma tipográfica onde editava seu jornal, o “ PATRIOTA MINEIRO”, redator do
“ITACOLOMI”, diretor do “UNIVERSAL”, o jornal circulou até a véspera da
Revolução de 1842, quando seu proprietário fechou o periódico e usou seus tipos
para serem derretidos e transformados em munição para os rebeldes. Esse é um
dos fatos mais radicais do jornalismo brasileiro, o que contrasta bastante com
a moderação da imprensa mineira. Em 1842, foi eleito deputado da Assembléia
Constituinte, dissolvida pelo poder monárquico, deixou-se influenciar pelas
idéias liberais tão em voga na época e tomou parte ativa na revolução de 1842, chegando
a vender tudo o que possuía em prol da causa revolucionária. Tornou-se ele um
dos lideres da revolução ao lado de Teófilo Otoni e Cônego José Antonio
Marinho. Com a derrota imposta por Caxias, foi preso, julgado e sentenciado
beneficiando-se mais tarde do indulto concedido pelo imperador. Daí por diante
continuou sua carreira política, tornando-se deputado em 1848, conselheiro do
império, senador, ministro da fazenda por três vezes, vice-presidente em 1847 e
presidente em 1848 da Província de Minas Gerais. Sócio do Instituto Histórico e
Geográfico Brasileiro, Diretor do Banco do Brasil.
Encontramos no “Ephemerides
Mineiras”: Sobre a filiação, infância e adolescência deste ilustre mineiro não há noticias averiguadas e documentos
conhecidos.
Segundo pesquisa e descoberta
feitas por Allysson Carlos Pereira Pinto em parceria com Marcos Camargo
Machado, em julho e agosto de 2016.
No dossiê- Os liberais de Minas e
o “regresso”, no Arquivo Público Mineiro- APM, observou-se:
“Por último, mas não menos
importante, figurava ainda no grupo marianense o jovem José Pedro Dias de
Carvalho. Natural de Mariana, onde nascera em meados de 1805, tinha, portanto,
29 anos ao tempo em que se instalou a Assembleia Provincial. Criado como enjeitado
em Mariana, ali viveu os primeiros anos de sua vida. Ainda rapazote, foi
chamado pelo pai para trabalhar na casa comercial que esse mantinha em Ouro
Preto. O pai de José Pedro era um solteirão que migrara da Beira para as Minas
Gerais décadas antes, havendo se radicado primeiramente em Mariana e, depois,
em Ouro Preto. Esse negociante beirão havia feito parte da Câmara Municipal da
capital mineira, onde gozava de certo prestígio. Ali faleceu em 1824,
reconhecendo, em testamento, sete filhos nascidos de três diferentes mulheres.
Depois da morte do pai, José Pedro continuou a morar em Ouro Preto, vivendo na
companhia de um tio paterno, seu padrinho de batismo, de quem herdara o nome.
Esse tio, um rico solteirão que vivia como capitalista em Ouro Preto, alavancou
o prestígio do sobrinho, rapaz que cedo dera demonstrações de possuir uma
inteligência acima da média. Desejoso de aparecer na política, José Pedro,
ainda menor de idade, redigiu o periódico O Patriota Mineiro, publicado em Ouro
Preto em 1825. Pelas páginas desse periódico, José Pedro se uniu a Vasconcelos
em sua luta contra o conselheiro Manoel Jacinto Nogueira da Gama, depois
marquês de Baependi.17
Ao final da primeira sessão
legislativa da Assembleia Provincial, José Pedro voltaria à cidade do Rio de
Janeiro para tomar assento como deputado por Minas à Assembleia Geral do
Império. Naquele mesmo ano, casar-se-ia com a filha de um rico negociante
fluminense. Foram seus padrinhos de casamento o desembargador Manoel Inácio e o
coronel José Justino, seus colegas na Assembleia Provincial de Minas. Ao longo
de 1835 e ainda no começo de 1836, José Pedro esteve ao lado de Vasconcelos, fazendo
sua defesa pelo Universal”.
Pelo inventário do Capitão Pedro
Dias de Carvalho, comprova-se ser irmão José Pedro e Bruno Eugênio (crianças “expostas” no século XIX, em
Mariana). Podemos pontuar vários motivos que levam pais a colocarem seu
filho em outra casa, assim como vários outros para uma família aceitar, em seu
ambiente familiar, crianças que não são filhos legítimos. Cada família tenta
resolver de forma particular seus problemas e deficiências.
Seu inventariante, foi seu irmão
e padrinho de José Pedro Dias de Carvalho, José Pedro Severin Dias de Carvalho,
em novembro de 1824, no 1º Oficio, Ouro Preto- MG.
O Registro de Óbito, do Capitão
Pedro, foi lavrado na Igreja Nossa Senhora da Conceição, Ouro Preto, MG. Em 19
de novembro 1824.
No caso dos irmãos José Pedro e
Bruno Eugênio, foi possível reconstruir o destino dessas crianças quando
adulto, sendo ambos criados na casa de Dona Mequelina Antônia Mathildes de
Santa Roza. No entanto, podemos determinar o motivo das crianças serem
declaradas “exposta”, por se tratarem de filhos ilegítimos na época. O exposto
padece o castigo dos ilícitos concubitos de seus pais.
Os padres exerciam, uma função
essencial no batismo de expostos. Dificilmente não sabiam da filiação, mas
mesmo assim, através do batismo, “transformavam” as crianças em expostas.
José Pedro e Bruno Eugênio tiveram
boa formação, estudaram no Seminário Menor de Mariana, Jose Pedro seguiu a
carreira política, se instalando no Rio de Janeiro e Bruno Eugênio, ficou em
Ouro Preto, na Administração Fazendária da Província de Minas Gerais. Encontra-se
seu nome nos relatórios da Assembléia Legislativa Provincial de Minas Gerais,
apresentado em 1856, pelo Conselheiro Herculano Ferreira Pena (Presidente da
Província), e em 1859, no relatório do
Conselheiro Carlos Carneiro de Campos (Presidente da Província), apresentado no
“acto de passar a administração”. E ainda, na exposição no “acto de passar a
administração” no dia 2 de outubro de 1864. (Documentos extraídos do Arquivo
Público Mineiro, AHG- 011790- 1859, AHG- 011784- 1856).
COPIA
DA FOTO, AUTOGRAFADA POR CONDE D’EU (Verificar o que diz o autografo).
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